Olho no espelho. O que vejo? O rosto de alguém que morre de
vergonha. A vergonha está marcada nessa cara, no cabelo desarrumado, na
sobrancelha mal feita, nas espinhas que teimam em aparecer. Vergonha total,
cheia, gorda, amarga, feia, suja. Vergonha triste, desamparada. Vergonha que
não sabe fazer outra coisa que não ficar ali, preenchendo todos os cantos
côncavos desse rosto. Vergonha que parece emanar das olheiras fundas. Vergonha
que não tem bordas, não tem início, nem meio, nem fim. Essa vergonha apenas é.
Não apenas, porque ser nunca é só isso. A vergonha é a imperatriz desse rosto
maculado por uma imundície fétida, por toda a podridão que pode haver nos
submundos. Corvos e ratazanas perpassam como sombras os olhos desse rosto. São
olhos envergonhados que piscam, mas não se esvaem em lágrimas, pois até estas
se recusam a percorrer uma face, assim, tão desprezível.
segunda-feira, 27 de maio de 2013
sábado, 15 de dezembro de 2012
Reunião de família
Reunião de família. Aniversário da tia. Tios, avó e primos na mesa. Seu tio começa a dizer que você tem que ter ambição e arrumar logo um emprego pra ser "independente". Segundo ele, você tem que ser a MELHOR.
Você começa a dizer que não sabe muito bem o que vai fazer ainda... Ta pensando em seguir a vida acadêmica, mas não tenha muita certeza. Aliás, não tenha muita certeza de nada. O importante
mesmo é sentir que está contribuindo para a melhoria da sociedade ao mesmo tempo que também se realiza profissionalmente.
Olhos arregalados, confusos.
Sua tia solta: "Gente, ela ta querendo mudar as estruturas da sociedade", em tom jocoso.
Todos riem, intensamente. Os olhares são cúmplices.
E começa a profusão de frases do tipo "Ah, quando eu tinha 20 anos...", "Essa fase passa", "Você tem que pensar em como comprar um apartamento e um carro", "Temos que seguir a maré da vida"...
Não te renda jamais (poema)
(Pra repetir baixinho, como um mantra, na escuridão silenciosa do quarto, perturbada apenas pelo rugido calmo do ventilador...)
Não Te Rendas Jamais
"Procura acrescentar um côvado
à tua altura. Que o mundo está
à míngua de valores
e um homem de estatura justifica
a existência de um milhão de pigmeus
a navegar na rota previsível
entre a impostura e a mesquinhez
dos filisteus. Ergue-te desse oceano
que dócil se derrama sobre a areia
e busca as profundezas, o tumulto
do sangue a irromper na veia
contra os diques do cinismo
e os rochedos de torpezas
que as nações antepõem a seus rebeldes.
Não te rendas jamais, nunca te entregues,
foge das redes, expande teu destino.
E caso fiques tão só que nem mesmo um cão
venha te lamber a mão,
atira-te contra as escarpas
de tua angústia e explode
em grito, em raiva, em pranto.
Porque desse teu gesto
há de nascer o Espanto."
Eduardo Alves da Costa
Não Te Rendas Jamais
"Procura acrescentar um côvado
à tua altura. Que o mundo está
à míngua de valores
e um homem de estatura justifica
a existência de um milhão de pigmeus
a navegar na rota previsível
entre a impostura e a mesquinhez
dos filisteus. Ergue-te desse oceano
que dócil se derrama sobre a areia
e busca as profundezas, o tumulto
do sangue a irromper na veia
contra os diques do cinismo
e os rochedos de torpezas
que as nações antepõem a seus rebeldes.
Não te rendas jamais, nunca te entregues,
foge das redes, expande teu destino.
E caso fiques tão só que nem mesmo um cão
venha te lamber a mão,
atira-te contra as escarpas
de tua angústia e explode
em grito, em raiva, em pranto.
Porque desse teu gesto
há de nascer o Espanto."
Eduardo Alves da Costa
Wallerstein
"Os Estados são a principal fonte de ideologias que convencem a massa populacional a ser relativamente paciente. O principal argumento a favor da paciência tem sido a inevitabilidade da reforma. As coisas vão melhorar - se não imediatamente, então para os nossos filhos e netos. Um mundo mais próspero e igualitário está no horizonte. Esta, claro, é a ideologia liberal oficial que tem dominado a geocultura desde o século XIX. Mas também tem sido o tema de todos os movimentos anti-sistêmicos, incluindo aqueles que se proclamam os mais revolucionários. Estes movimentos têm enfatizado particularmente este tema quando detêm o poder de Estado. Têm dito às suas próprias classes trabalhadoras que estão em via de "desenvolver" suas economias e que estas classes trabalhadoras têm de ser pacientes enquanto os frutos do crescimento econômico melhoram sua vida. Têm pregado a paciência quanto aos padrões de vida mas também quanto à ausência de igualdade política.
(...) O registro dos regimes pós-"revolucionários" tem demonstrado que eles não têm sido capazes de reduzir de modo significativo a polarização mundial, ou mesmo a interna, nem têm conseguido instituir uma autêntica igualdade política dentro dos seus próprios países. Têm alcançado muitas reformas, mas eles prometiam muito mais do que reformas. E, porque, o sistema-mundo tem permanecido uma economia-mundo capitalista, os regimes fora da zona fulcral têm sido estruturalmente incapazes de alcançar os países ricos.
Isto não é apenas uma questão de análise acadêmica. O resultado destas realidades tem sido uma desilusão monumental com os movimentos anti-sistêmicos. O apoio que ainda mantêm é, no máximo, na condição de grupos reformistas talvez melhores do que uma alternativa mais à direita, mas certamente não são considerados precursores de uma nova sociedade. O principal resultado tem sido um desinvestimento maciço nas estruturas estatais. As massas do mundo, tendo-se voltado para os Estados como agentes de transformação, regressaram agora a um ceticismo mais fundamental sobre a capacidade de os Estados promoverem transformação ou mesmo manterem a ordem social.
(...) Podemos pensar nessa longa transição como uma enorme luta política entre dois grandes campos: o campo dos que desejam manter os privilégios do atual sistema desigualitário, embora sob formas diferentes, talvez muito diferentes; e o campo dos que gostariam de ver a criação de um sistema histórico significativamente mais democrático e mais igualitário. Contudo, não podemos esperar que os membros do primeiro campo se apresentem da forma que os descrevi. Afirmarão que são modernizadores, novos democratas, defensores da liberdade e progressistas. Podem reivindicar até mesmo a condição de revolucionários. A chave não está na retórica, mas na realidade substantiva daquilo que é proposto.
O resultado da luta política dependerá, em parte, de quem conseguirá mobilizar quem, mas dependerá também, em grande medida, da capacidade de analisar melhor o que está ocorrendo e quais as verdadeiras alternativas históricas com as quais nos defrontamos coletivamente. Isto é, trata-se de um momento em que precisamos unificar conhecimento, imaginação e prática. Caso contrário, arriscamos-nos a dizer, daqui a um século: "Quanto mais muda, mais é a mesma coisa". O resultado é, insisto, intrinsecamente incerto, e precisamente por isso aberto à intervenção e criatividade humanas."
(WALLERSTEIN, Immanuel. O Declínio do Poder Americano. 2002)
Canção do Remendo e do Casaco
Canção do Remendo e do Casaco
Sempre que o nosso casaco se rasga
vocês vêm correndo dizer: assim não pode ser;
isso vai acabar, custe o que custar!
Cheios de fé vão aos senhores
enquanto nós, cheios de frio, aguardamos.
E ao voltar, sempre triunfantes,
nos mostram o que por nós conquistam:
Um pequeno remendo.
Ótimo, eis o remendo.
Mas onde está
o nosso casaco?
Sempre que nós gritamos de fome
vocês vêm correndo dizer: Isso não vai continuar,
é preciso ajudá-los, custe o que custar!
E cheios de ardor vão aos senhores
enquanto nós, com ardor no estômago, esperamos.
E ao voltar, sempre triunfantes,
exibem a grande conquista:
Um pedacinho de pão.
Que bom, este é o pedaço de pão,
Mas onde está
o pão?
Não precisamos só do remendo,
precisamos o casaco inteiro.
Não precisamos de pedaços de pão,
precisamos de pão verdadeiro.
Não precisamos só do emprego,
toda a fábrica precisamos.
E mais o carvão.
E mais as minas.
O povo no poder.
É disso que precisamos.
Que tem vocês
a nos dar?
Bertolt Brecht
Sobre Interdisciplinaridade e Cultura Geral
(...) A excessiva compartimentação disciplinar produziu, como contrapartida, um movimento a favor do estudo da totalidade em ciências naturais e humanas. Desde então se restabeleceu a necessidade de alcançar uma cultura geral que permitisse ao estudioso mudar de especialidade no curso de sua vida intelectual. Propôs-se uma solução que continua válida: tornar-se especialista no estudo de um problema, independentemente de qualquer especialização advinda das disciplinas que se ensinam em distintas faculdades.
No campo da cultura geral se restabeleceram perguntas que hoje estão mais vivas que nunca: que cultura geral devemos adquirir e em consideração a que objetivos epistemológicos, estéticos, políticos, históricos devemos forjá-la? Que autores e livros devemos conhecer? Ou que capítulos de um livro? Ou que métodos e técnicas? Ou que linguagens e formas de expressão, de comunicação, de ação? E se não se é especialista em uma disciplina determinada, por exemplo, se não se é matemático, o que se deve estudar das matemáticas? E, para integrar uma cultura geral que permita a uma pessoa se especializar, o que ela deve aprender ou que conhecimento é necessário dominar no próprio idioma, nas matemáticas, no conhecimento histórico, nas ciências naturais e nas tecnologias?
O assunto consiste em determinar o que aprender e o que ensinar e se resolve em grande medida quando se dá prioridade ao aprender que permite aprender e acumular novos conhecimentos e habilidades, que por sua vez permitem a capacitação máxima de alguém como profissional, como trabalhador manual e intelectual, como cidadão e como pessoa.
A expressão “aprender a aprender” não é uma mera frase. Corresponde a uma necessidade cada vez maior de dominar os métodos de aprendizagem num mundo em que o conhecimento se acumula a uma velocidade crescente. Alvin Toffler, em “Power Shift”, calculou que, quando um menino nascido em fins do século XX terminar a escola profissional, deverá adquirir conhecimento acumulado quatro vezes maior. Ainda assim não poderá ficar satisfeito com o que aprendeu, pois, ao completar cinquenta anos, o conhecimento acumulado no mundo será 32 vezes maior que quando nasceu. Esses cálculos são aproximados e pretensiosos; mas dão ideia da ordem de magnitude em que se delineiam os problemas de aprendizagem. Para fazer frente a eles, surgiu o que se chama de "aprendizagem de segundo grau", que consiste em "aprender a aprender". Apareceram também os programas de "educação contínua", que são o esboço de uma educação geral que atualiza os conhecimentos adquiridos na escola, ou de uma educação que atualiza os conhecimentos na própria especialidade, ou daquela que permite adquirir novas especialidades. Mas ainda não se institucionalizaram cursos de pós-graduação sobre cultura geral científica e humanística que ponham em dia especialistas cujo conhecimento de antigos "bacharéis" já é obsoleto. Na maior parte dos sistemas educativos e de pesquisa, a cultura geral continua no nível do bacharelado ou como mera "divulgação". Quanto à difusão da cultura, também não tem sido proposta como atualização informativa e formativa de conhecimentos científicos e humanísticos.
Por outro lado, cada vez mais se vive a necessidade de participar de trabalhos coletivos - trabalhos em equipes multidisciplinares -, isto é, com especialistas que, vindos de distintas disciplinas, devem se aproximar e aprender uma linguagem comum e até se especializar em uma área comum, interdisciplinar. Esta também é outra meta e outra solução: a integração e preparação de grupos multidisciplinares e interdisciplinares. Ambos os tipos de estudos se realizam ao convocar sociólogos, médicos, engenheiros que tenham uma linguagem franca e adquiram hábitos de comunicação real, ou seja, não inibitória, e apta para uma colaboração cada vez mais eficaz no esboço de pesquisas e projetos nos quais as interseções das várias disciplinas sejam analisadas em equipe.
Os obstáculos para conseguir a colaboração entre diferentes especialistas são enormes: os gracejos e gestos desqualificadores, o manejo deliberado de expressões abstrusas que bloqueiam a comunicação, e até a aplicação injustificada da crítica de "sabichões" aos que se interessam em saber algo mais que sua especialidade, raras vezes derivam na necessidade de delinear uma educação científica dos humanistas e uma educação humanista dos cientistas em todos os níveis, incluindo o pós-doutorado ou o trabalho de campo, na "pólis". Comumente as aproximações acabam em frustração e só funcionam como bloqueios e obstáculos ao genuíno diálogo interdisciplinar característico da pesquisa mais necessária e avançada de nosso tempo.
CASANOVA, Pablo González. "As novas ciências e as humanidades: da academia à política". Páginas 20 e 21.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Prestando satisfações!
Ainda sem tempo para postagens de minha autoria!
Em breve botarei as mãos na massa novamente!
Abraços, queridos leitores.
Em breve botarei as mãos na massa novamente!
Abraços, queridos leitores.
Prefácio

"Por trás da tela, nada. Apenas uma parede. Daí talvez a razão da ignorância muito difundida das coisas do cinema. No teatro, atrás do cenário começam os bastidores: atores em carne e osso surgem aos nossos olhos, desse mundo misterioso, sem dúvida, mas bem próximo. A saída dos artistas não fica longe da entrada do público. Todo amador de teatro conhece alguma coisa das manhas do ofício; sabe a importância respectiva do encenador, do decorador, do desempenho dos atores. Participa da criação do espetáculo e o julga durante os intervalos.
No cinema estamos em plena magia: na noite em que mergulhamos aparecem seres que não existem, mas em cuja história acreditamos, como se vivêssemos sem nada saber dos ritos e técnicas que os fizeram nascer. Não participamos de um espetáculo, sonhamos acordados, e, uma vez acabado o sonho, o espectador sai para a rua como alguém que acaba de acordar. Não julga o filme: gosta ou não gosta; é um pesadelo que ainda o faz vibrar ou um sonho que gostaria de poder prolongar. O próprio enredo se apaga e fica apenas no espírito uma impressão de medo, prazer ou tédio.
Os mistérios do estúdio são mais distantes e mais vedados que os dos bastidores. Suscitam também mais curiosidades e talvez mais paixão. Com que avidez o público se atira às bisbilhotices de Hollywood e aos retratos das estrelas! A publicidade soube desenvolver esse gosto por processos às vezes duvidosos e enfeitiçar o público em torno de uma verdadeira mitologia do cinema. Através dela, os artistas vivem na imaginação dos adoradores num mundo sobre-humano, com ambiente, personagens e leis próprias. É o mundo onde a modesta operária dispõe de uma cozinha equipada como um laboratório, onde a datilógrafa se torna infalivelmente estrela e onde os personagens dos filmes continuam e recomeçam na vida real as aventuras que viveram na tela. "Sullivan's Travels", filme americano, é uma sátira à lenda criada em torno da "gente do cinema". Mostra um produtor que leva à casa, para almoçar, uma extra esfaimada e sem trabalho que vagava em Hollywood à procura da glória prometida, como se sabe, a toda jovem que "quer ingressar no cinema". A primeira palavra da jovem ao entrar no vestíbulo, é: "Onde é a piscina"? Porque é sabido que todo astro ou estrela possui uma piscina particular no jardim, salas com 20 metros de comprimento e dois ou três automóveis de marcas diferentes. Cada gesto ou cada palavra desses semi-deuses é um oráculo; é preciso saber se Gary Cooper se barbeia com água quente ou fria e quais são suas opiniões sobre o futuro do mundo; se Ingrid Bergmann tempera a salada e o que pensa da vida de família. Pos trás da tela os fanáticos intoxicados por certos jornais imaginam um mundo mais artificial em mais falso que o dos filmes, mas em que acreditam mais firmemente ainda.
Esta curiosidade não é, entretanto, malsã. É até o primeiro passo para uma verdadeira cultura cinematográfica que tornaria o espectador apto a melhor compreender e melhor julgar um filme. No entanto, foi explorada pelos comerciantes do cinema numa intenção inteiramente oposta: não se trata para eles de criar espectadores conscientes e de lhes fornecer meios para julgar e preferir a obra prima ao "abacaxi"; trata-se, ao contrário, de criar adoradores de estrelas e fanáticos do mito cinematográfico que trazem sua assídua contribuição à bilheteria e à caixa, sem se preocupar com o valor do filme. O desejo de conhecer os segredos da arte deve levar, ao contrário, a melhor compreendê-la. Um amador de música deve adquirir noções elementares sobre os diferentes tons, sobre as relações da melodia e do acompanhamento. Conhece a construção de uma fuga ou arquitetura de uma sinfonia. Para apreciar um quadro é preciso estabalecer as relações entre o arabesco do desenho e o conjunto dos valores. Ouvindo um concerto ou contemplando uma paisagem, o conhecedor refaz, em parte, com o autor, o trabalho de criação: recompõe o trecho e o quadro. É preciso pensar, uma vez ao menos, em como se faz um quadro ou uma sinfonia para saborear plenamente a obra terminada. Também é necessário saber como se faz um filme para poder apreciá-lo.
Não se trata de romper a magia do cinema, de habituar o espectador a ver sempre e ao mesmo tempo o set e os bastidores. Nada mais insuportável que o espectador entendido que explica a seus vizinhos, durante a projeção, todos os truques de fabricação e não quer acreditar no "Homem Invisível". É preciso acreditar, e deixar-se levar pelo filme. (...) O cinema não é um divertimento como a prestidigitação, que só deslumbra enquanto não conhecemos o segredo de seus estratagemas. Ao contrário. Penetrando os "mistérios do estúdio" e exercitando-nos a análise de alguns filmes, descobrimos no cinema sutilezas e riquezas que escapam ao espectador ingênuo e passivo. E nem por isso se desfaz o encantamento.
Acordar nos espectadores o desejo de aprender a ver um filme, descobrindo-lhe os méritos ou os defeitos, as taras ou as belezas, é o intuito deste livro."
Prefácio do livro "Iniciação ao Cinema" - 2ª edição - 1958 - J.P. Chartiér e R. P. Desplanques - Editora Agir
No cinema estamos em plena magia: na noite em que mergulhamos aparecem seres que não existem, mas em cuja história acreditamos, como se vivêssemos sem nada saber dos ritos e técnicas que os fizeram nascer. Não participamos de um espetáculo, sonhamos acordados, e, uma vez acabado o sonho, o espectador sai para a rua como alguém que acaba de acordar. Não julga o filme: gosta ou não gosta; é um pesadelo que ainda o faz vibrar ou um sonho que gostaria de poder prolongar. O próprio enredo se apaga e fica apenas no espírito uma impressão de medo, prazer ou tédio.
Os mistérios do estúdio são mais distantes e mais vedados que os dos bastidores. Suscitam também mais curiosidades e talvez mais paixão. Com que avidez o público se atira às bisbilhotices de Hollywood e aos retratos das estrelas! A publicidade soube desenvolver esse gosto por processos às vezes duvidosos e enfeitiçar o público em torno de uma verdadeira mitologia do cinema. Através dela, os artistas vivem na imaginação dos adoradores num mundo sobre-humano, com ambiente, personagens e leis próprias. É o mundo onde a modesta operária dispõe de uma cozinha equipada como um laboratório, onde a datilógrafa se torna infalivelmente estrela e onde os personagens dos filmes continuam e recomeçam na vida real as aventuras que viveram na tela. "Sullivan's Travels", filme americano, é uma sátira à lenda criada em torno da "gente do cinema". Mostra um produtor que leva à casa, para almoçar, uma extra esfaimada e sem trabalho que vagava em Hollywood à procura da glória prometida, como se sabe, a toda jovem que "quer ingressar no cinema". A primeira palavra da jovem ao entrar no vestíbulo, é: "Onde é a piscina"? Porque é sabido que todo astro ou estrela possui uma piscina particular no jardim, salas com 20 metros de comprimento e dois ou três automóveis de marcas diferentes. Cada gesto ou cada palavra desses semi-deuses é um oráculo; é preciso saber se Gary Cooper se barbeia com água quente ou fria e quais são suas opiniões sobre o futuro do mundo; se Ingrid Bergmann tempera a salada e o que pensa da vida de família. Pos trás da tela os fanáticos intoxicados por certos jornais imaginam um mundo mais artificial em mais falso que o dos filmes, mas em que acreditam mais firmemente ainda.
Esta curiosidade não é, entretanto, malsã. É até o primeiro passo para uma verdadeira cultura cinematográfica que tornaria o espectador apto a melhor compreender e melhor julgar um filme. No entanto, foi explorada pelos comerciantes do cinema numa intenção inteiramente oposta: não se trata para eles de criar espectadores conscientes e de lhes fornecer meios para julgar e preferir a obra prima ao "abacaxi"; trata-se, ao contrário, de criar adoradores de estrelas e fanáticos do mito cinematográfico que trazem sua assídua contribuição à bilheteria e à caixa, sem se preocupar com o valor do filme. O desejo de conhecer os segredos da arte deve levar, ao contrário, a melhor compreendê-la. Um amador de música deve adquirir noções elementares sobre os diferentes tons, sobre as relações da melodia e do acompanhamento. Conhece a construção de uma fuga ou arquitetura de uma sinfonia. Para apreciar um quadro é preciso estabalecer as relações entre o arabesco do desenho e o conjunto dos valores. Ouvindo um concerto ou contemplando uma paisagem, o conhecedor refaz, em parte, com o autor, o trabalho de criação: recompõe o trecho e o quadro. É preciso pensar, uma vez ao menos, em como se faz um quadro ou uma sinfonia para saborear plenamente a obra terminada. Também é necessário saber como se faz um filme para poder apreciá-lo.
Não se trata de romper a magia do cinema, de habituar o espectador a ver sempre e ao mesmo tempo o set e os bastidores. Nada mais insuportável que o espectador entendido que explica a seus vizinhos, durante a projeção, todos os truques de fabricação e não quer acreditar no "Homem Invisível". É preciso acreditar, e deixar-se levar pelo filme. (...) O cinema não é um divertimento como a prestidigitação, que só deslumbra enquanto não conhecemos o segredo de seus estratagemas. Ao contrário. Penetrando os "mistérios do estúdio" e exercitando-nos a análise de alguns filmes, descobrimos no cinema sutilezas e riquezas que escapam ao espectador ingênuo e passivo. E nem por isso se desfaz o encantamento.
Acordar nos espectadores o desejo de aprender a ver um filme, descobrindo-lhe os méritos ou os defeitos, as taras ou as belezas, é o intuito deste livro."
Prefácio do livro "Iniciação ao Cinema" - 2ª edição - 1958 - J.P. Chartiér e R. P. Desplanques - Editora Agir
O bom governo - 06/02/2011 | João Luiz Mauad - O Globo
Sempre gostei de aforismos. Encanta-me a capacidade de certas pessoas para, em poucas palavras, transmitir mensagens para as quais eu precisaria de algumas laudas. Nietzsche disse certa vez: “Minha ambição é dizer em dez frases o que outro qualquer diz num livro, o que outro qualquer não diz nem num livro inteiro.” A coletânea de citações abaixo é dedicada aos novos governantes do país, na esperança de que este pequeno resumo do pensamento liberal possa, se não lhes servir de guia, ao menos fazê-los refletir sobre o real significado de governar.
· “Os governos existem para proteger os legítimos direitos à vida, à liberdade e à propriedade” (John Locke).
· “Devemos dizer ao povo o que ele precisa saber e não o que ele gostaria de ouvir” (J. F. Kennedy).
· “O maior cuidado de um governo deveria ser o de habituar, pouco a pouco, os povos a dele não precisar” (Alexis de Tocqueville).
· “As leis abundam em Estados corruptos” (Tácito).
· “Não se deve confundir Estado forte com Estado grande” (Roberto Campos).
· “Quando os cidadãos temem o governo, temos uma ditadura; quando o governo teme os cidadãos, temos liberdade” (Thomas Jefferson).
· “Se pudermos evitar que o governo desperdice o trabalho das pessoas sob a pretensão de ajudá-las, o povo será feliz” (Thomas Jefferson).
· “Se tivesse que decidir se devemos ter governo sem imprensa ou imprensa sem governo, eu não vacilaria um instante em preferir o último” (Thomas Jefferson).
· “Mesmo o melhor dos governos não é mais que um mal necessário” (Thomas Paine).
· “Não há nada mais inútil do que fazer eficientemente aquilo que não se deveria fazer” (Peter Drucker).
· “O governo é um mau gerente” (Peter Drucker).
· “O menos ruim dos governos é aquele que se mostra menos, que se sente menos e a quem se paga menos caro” (Alfred de Vigny).
· “Dinheiro público é como água benta: todos querem colocar a mão” (Provérbio italiano).
· “A inflação é um imposto que se aplica sem que tenha sido legislado” (Milton Friedman).
· “Um governo é bom ou mau não só pelo que faz ou deixa de fazer, mas pelo que permite ou impede que se faça” (Jerry Brown).
· “Se os homens fossem anjos, nenhum governo seria necessário” (James Madison).
· “Pouco mais é necessário para elevar um Estado do mais baixo nível de barbarismo ao mais elevado grau de opulência do que paz, impostos leves e uma razoável administração da justiça” (Adam Smith).
· “Todo poder corrompe, o poder absoluto corrompe absolutamente” (Lord Acton).
· “Quanto mais proibições impuserem, menos virtuosas serão as pessoas” (Lao-Tsé).
· “É estúpido deixar as decisões sobre economia àqueles que não pagarão preço algum por equivocar-se” (Thomas Sowell).
· “O mercado não é uma invenção do capitalismo... É uma invenção da civilização” (Mikhail Gorbachev).
· “Todo governo que ousa fazer tudo, acaba fazendo nada” (Winston Churchill).
· “O vício inerente ao capitalismo é a divisão desigual das riquezas. A virtude inerente ao socialismo é a repartição igualitária da miséria” (Winston Churchill).
· “A diferença entre um estadista e um demagogo é que este decide pensando nas próximas eleições, enquanto aquele decide pensando nas próximas gerações” (Winston Churchill).
· “Não onere os negócios com custo alto ou com muitas regulamentações.
· “Devemos dizer ao povo o que ele precisa saber e não o que ele gostaria de ouvir” (J. F. Kennedy).
· “O maior cuidado de um governo deveria ser o de habituar, pouco a pouco, os povos a dele não precisar” (Alexis de Tocqueville).
· “As leis abundam em Estados corruptos” (Tácito).
· “Não se deve confundir Estado forte com Estado grande” (Roberto Campos).
· “Quando os cidadãos temem o governo, temos uma ditadura; quando o governo teme os cidadãos, temos liberdade” (Thomas Jefferson).
· “Se pudermos evitar que o governo desperdice o trabalho das pessoas sob a pretensão de ajudá-las, o povo será feliz” (Thomas Jefferson).
· “Se tivesse que decidir se devemos ter governo sem imprensa ou imprensa sem governo, eu não vacilaria um instante em preferir o último” (Thomas Jefferson).
· “Mesmo o melhor dos governos não é mais que um mal necessário” (Thomas Paine).
· “Não há nada mais inútil do que fazer eficientemente aquilo que não se deveria fazer” (Peter Drucker).
· “O governo é um mau gerente” (Peter Drucker).
· “O menos ruim dos governos é aquele que se mostra menos, que se sente menos e a quem se paga menos caro” (Alfred de Vigny).
· “Dinheiro público é como água benta: todos querem colocar a mão” (Provérbio italiano).
· “A inflação é um imposto que se aplica sem que tenha sido legislado” (Milton Friedman).
· “Um governo é bom ou mau não só pelo que faz ou deixa de fazer, mas pelo que permite ou impede que se faça” (Jerry Brown).
· “Se os homens fossem anjos, nenhum governo seria necessário” (James Madison).
· “Pouco mais é necessário para elevar um Estado do mais baixo nível de barbarismo ao mais elevado grau de opulência do que paz, impostos leves e uma razoável administração da justiça” (Adam Smith).
· “Todo poder corrompe, o poder absoluto corrompe absolutamente” (Lord Acton).
· “Quanto mais proibições impuserem, menos virtuosas serão as pessoas” (Lao-Tsé).
· “É estúpido deixar as decisões sobre economia àqueles que não pagarão preço algum por equivocar-se” (Thomas Sowell).
· “O mercado não é uma invenção do capitalismo... É uma invenção da civilização” (Mikhail Gorbachev).
· “Todo governo que ousa fazer tudo, acaba fazendo nada” (Winston Churchill).
· “O vício inerente ao capitalismo é a divisão desigual das riquezas. A virtude inerente ao socialismo é a repartição igualitária da miséria” (Winston Churchill).
· “A diferença entre um estadista e um demagogo é que este decide pensando nas próximas eleições, enquanto aquele decide pensando nas próximas gerações” (Winston Churchill).
· “Não onere os negócios com custo alto ou com muitas regulamentações.
O resultado será o desemprego” (Margaret Thatcher).
· “O governo não pode dar nada ao povo que primeiro dele não tenha tirado” (Richard Nixon).
· “As leis inúteis debilitam as necessárias” (Montesquieu).
· “O governo não pode fazer os homens ricos, mas pode empobrecê-los” (Ludwig von Mises).
· “A lei não é o refúgio do oprimido,mas a arma do opressor” (Frederic Bastiat).
· “O governo e os negócios devem manter-se independentes e separados” (Calvin Coolidge).
· “Onde há muitas leis específicas é sinal de que o Estado está mal governado” (Isócrates. Isócrates mesmo: orador e retórico ateniense).
· “A diferença entre um Estado benfeitor e um Estado totalitário é questão de tempo” (Ayn Rand).
· “O melhor governo é aquele em que há o menor número de homens inúteis” (Voltaire)
· “O governo não pode dar nada ao povo que primeiro dele não tenha tirado” (Richard Nixon).
· “As leis inúteis debilitam as necessárias” (Montesquieu).
· “O governo não pode fazer os homens ricos, mas pode empobrecê-los” (Ludwig von Mises).
· “A lei não é o refúgio do oprimido,mas a arma do opressor” (Frederic Bastiat).
· “O governo e os negócios devem manter-se independentes e separados” (Calvin Coolidge).
· “Onde há muitas leis específicas é sinal de que o Estado está mal governado” (Isócrates. Isócrates mesmo: orador e retórico ateniense).
· “A diferença entre um Estado benfeitor e um Estado totalitário é questão de tempo” (Ayn Rand).
· “O melhor governo é aquele em que há o menor número de homens inúteis” (Voltaire)
Tiririca e Sarney

O Richard Nixon certa vez defendeu sua nomeação de um juiz reconhecidamente inadequado para a Corte Suprema americana com o argumento de que a mediocridade também precisava estar representada no tribunal. Perfeito. Todos os tipos de cidadãos devem ser representados numa democracia. Nesse sentido o recém-empossado congresso brasileiro talvez seja o mais representativo da nossa história.
Além dos medíocres, muitos outros brasileiros têm voz, ou pelo menos presença de terças a quintas, no Congresso. Alguns setores são até super-representados, como o dos grandes proprietários rurais e o dos milionários. Apesar destes pertencerem à menor minoria no país, têm uma bancada bem maior que a da maioria pobre. Mas, em geral, todos os eleitores brasileiros, todos os tipos e todas as características nacionais, têm representação em Brasília. Não lamente o novo Congresso, portanto. Eles são nós.
Tomemos o Tiririca e o Sarney. Os dois seriam exemplos, respectivamente, de desvirtuamento do processo eleitoral e de aviltamento dos costumes políticos, uma vergonha. Ou duas vergonhas. Tiririca um inocente transformado em legislador por uma galhofa, Sarney eternizando-se no comando do Senado pelo seu poder de manobra e de conchavo, um cordeiro e uma raposa representando os extremos da nossa desilusão com a fauna parlamentar.
Mas Tiririca não representa apenas os palhaços do Brasil. A galhofa que o elegeu é uma manifestação política, ou anti-política, que tem história no país e ou representa os que não sabem nada de nada e não querem saber, ou os que sabem tanto que votam em palhaços e rinocerontes para protestar.
De qualquer forma, os simples e os enojados também têm sua bancada. E existe algo mais brasileiro, folclórico e até enternecedor do que Sarney e seu amor pela mesa diretora? Falar mal do Sarney é um pouco como falar mal de um velho tio excêntrico, mas cujas peripécias divertem a família.
Tudo se perdoa e tudo se aceita com a frase “Que figura...”. O indestrutível Sarney representa a persistência do gosto nacional por “figuras”.
Mas há um caso flagrante de sub-representação no Congresso, além dos sem-terra e dos pobres. Quando o senador Paim olha em volta do senado não vê nenhum outro negro como ele a não ser um eventual garçom servindo o cafezinho. Nada é perfeito.
Veríssimo - Jornal O Globo - 6 de fevereiro de 2011
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Ressurgi das cinzas, caros leitores inexistentes!
E reestreio o meu humilde espaço com algo divertidinho!
E reestreio o meu humilde espaço com algo divertidinho!
OS DEZ MANDAMENTOS DE UM CINÉFILO
1- Amarás ver filmes sobre todas as coisas
2- Não apertaras o pause em vão
3- Guardarás seus Sábados e Domingos p/ sessões extras
4- Honrarás a 7ª arte
5- Jamais contarás o final dos filmes
6- Não perderas nenhum lançamento
7- Não furtarás pipocas alheias
8- Não pularás os trailers
9- Não desejarás os DVD's do próximo
10- Não comprarás nem locarás DVD's piratas. (BAIXAR PODE)
hahahaha
terça-feira, 6 de abril de 2010
Imagens chocantes do caos causado pela pior chuva em 44 anos no Rio de Janeiro

Carros arrastados pela chuva na Rua Senador Furtado, na Praça da Bandeira, na terça-feira (6)
Encosta em São Conrado desliza sobre casa em construção. Carros estacionados foram parar no telhado do posto de gasolina.
Pistas da Lagoa ficaram debaixo d'agua na manhã desta terça-feira (6)

Sem sair de casa, chuva forma lagoa na Rua Barão de São Francisco esquina com Gomes Braga, nesta terça-feira (6)

A chuva forte que cai sobre o Rio de Janeiro nesta terça-feira (6) transforma a Rua das Laranjeiras em um rio.

Por conta da chuva, árvore cai no bairro de Copacabana na manhã desta terça-feira (6)

Estrada no Tribunal Regional do Trabalho, no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (6)

Imagem do entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas perto do corte do Cantagalo, na manhã desta terça-feira (6)

Esquina da Rua Pacheco Leão com a Rua Jardim Botânico na manhã desta terça-feira (6)

Morador usa prancha de surfe para atravessar alagamento no bairro Jardim Maravilha, Zona Oeste do Rio de Janeiro, nesta terça-feira (6)

Temporal alaga vários pontos da cidade. Motoristas e passageiros de ônibus passaram a noite da segunda-feira (5) no Viaduto dos Marinheiros esperando a água baixar.

Bombeiros resgatam moradores no bairro Jardim Maravilha, do Rio de Janeiro, nesta terça-feira (6)

Maracanã fica alagado!

A água da chuva encobriu um ônibus da linha 629 (Saens Peña – Irajá) na altura de Jacaré, no subúrbio do Rio. Para conseguir entrar no ônibus, meninos subiram pelo teto do veículo.
Pela primeira vez, acesso a web em casa supera lan houses no Brasil
36% dos domicílios brasileiros possuem microcomputador.
Conexão a internet está presente em 27% dos lares.
Pela primeira vez, os brasileiros acessaram a internet com mais frequência em suas casas do que nas lan houses do país, de acordo com uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (6) pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).
A quinta edição da Pesquisa sobre o Uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação no Brasil (TIC Domicílios) aponta que 48% dos acessos em 2009 foram feitos em casa e 45% em lan houses. Em 2008, 47% dos entrevistados afirmaram utilizar o centro pago para se conectar, índice superior aos que acessam de casa, que foi de 43%.
O estudo indica ainda que 36% dos domicílios brasileiros possuem microcomputador – em 2008, o índice era de 28%. O acesso a internet, porém, está disponível em 27%, sete pontos percentuais a mais do que em 2008.
“Apesar do menor número no total Brasil, o papel desempenhado pelos centros de acesso tanto pagos como gratuitos, continua sendo de extrema importância para a inclusão digital, principalmente na área rural”, diz Alexandre Barbosa, gerente do CETIC.br.
O número de lares com computador atingiu seu maior nível desde o início da pesquisa, mas o acesso à rede não acompanhou o aumento. Isso se deve porque há muitos lares com PC em casa, mas eles não tem acesso à internet por conta do alto custo do serviço. A pesquisa do NIC.br ainda revelou que a banda larga está presente em 66% das residências com conexão à internet.
A TV está presente 98% das residências pesquisadas, o rádio em 86% e o celular em 78%. A pesquisa realizada com 21.498 entrevistas, entre 21 de setembro e 27 de outubro do ano passado, contempla pela segunda vez a área rural do país.
O comércio eletrônico cresceu três pontos percentuais de 2008 para 2009, passando de 16% para 19%. A consulta de preços na internet subiu de 44% para 52%. De acordo com a pesquisa, o principal fator que impede um crescimento maior no setor é a motivação cultural do brasileiro. Cerca de 56% dos entrevistados afirmaram que preferem comprar um produto pessoalmente, pois preferem vê-lo antes de efetuar a compra. Ao mesmo tempo, 39% afirmam não ter necessidade ou interesse de comprar on-line, 26% alegam se preocupar com segurança.
Fonte: G1
Conexão a internet está presente em 27% dos lares.
Pela primeira vez, os brasileiros acessaram a internet com mais frequência em suas casas do que nas lan houses do país, de acordo com uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (6) pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).
A quinta edição da Pesquisa sobre o Uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação no Brasil (TIC Domicílios) aponta que 48% dos acessos em 2009 foram feitos em casa e 45% em lan houses. Em 2008, 47% dos entrevistados afirmaram utilizar o centro pago para se conectar, índice superior aos que acessam de casa, que foi de 43%.
O estudo indica ainda que 36% dos domicílios brasileiros possuem microcomputador – em 2008, o índice era de 28%. O acesso a internet, porém, está disponível em 27%, sete pontos percentuais a mais do que em 2008.
“Apesar do menor número no total Brasil, o papel desempenhado pelos centros de acesso tanto pagos como gratuitos, continua sendo de extrema importância para a inclusão digital, principalmente na área rural”, diz Alexandre Barbosa, gerente do CETIC.br.
O número de lares com computador atingiu seu maior nível desde o início da pesquisa, mas o acesso à rede não acompanhou o aumento. Isso se deve porque há muitos lares com PC em casa, mas eles não tem acesso à internet por conta do alto custo do serviço. A pesquisa do NIC.br ainda revelou que a banda larga está presente em 66% das residências com conexão à internet.
A TV está presente 98% das residências pesquisadas, o rádio em 86% e o celular em 78%. A pesquisa realizada com 21.498 entrevistas, entre 21 de setembro e 27 de outubro do ano passado, contempla pela segunda vez a área rural do país.
O comércio eletrônico cresceu três pontos percentuais de 2008 para 2009, passando de 16% para 19%. A consulta de preços na internet subiu de 44% para 52%. De acordo com a pesquisa, o principal fator que impede um crescimento maior no setor é a motivação cultural do brasileiro. Cerca de 56% dos entrevistados afirmaram que preferem comprar um produto pessoalmente, pois preferem vê-lo antes de efetuar a compra. Ao mesmo tempo, 39% afirmam não ter necessidade ou interesse de comprar on-line, 26% alegam se preocupar com segurança.
Fonte: G1
Ação afirmativa no Brasil
Ação afirmativa no Brasil
- Somar pardos e negros causa uma grande injustiça.
- Todas as políticas de cotas e ações afirmativas se baseiam na certeza estatística de que os negros são 65,8% dos pobres, quando na verdade, são apenas 7,1%.
- Os brancos são 34,2% dos pobres ou 19 milhões de brasileiros.
Negros e brancos no mercado de trabalho
- Alguns historiadores mostram os horrores da escravidão, mas afirmam que, não a cor, mas a falta de educação é que explica a manutenção de um indivíduo na pobreza.
- Os negros e pardos ganham metade do que ganham os brancos. Por serem pobres, negros e pardos tiveram uma educação pior e estão menos preparados que os brancos, portanto, têm salários menores.
- O problema no Brasil não é o racismo, mas a pobreza e a concentração de renda.
Brancos e negros pobres
- Brancos, negros e pardos pobres têm as mesmas dificuldades, o mesmo perfil.
- Não é a cor da pele que impede as pessoas de chegar à universidade, mas a péssima qualidade das escolas que os pobres brasileiros, sejam brancos, negros ou pardos, podem frequentar.
O classismo
- A face mais feia da sociedade brasileira é o "classismo", o preconceito contra os pobres.
- Como os negros são a maioria entre os pobres, uma relação automática e inconsciente entre pobreza e negritude se estabelece, e o preconceituoso destrata o negro.
A ação afirmativa no mundo
- Os programas para os menos afortunados recebem a denominação de ação afirmativa nos Estados Unidos, ou são chamados de "discriminação positiva" na Inglaterra e na Índia.
- O ressurgimento de preferências para grupos em sociedades comprometidas com a igualdade perante a lei vem acompanhada de declarações de que tais preferências seriam temporárias.
- O termo "ação afirmativa" surgiu em um decreto do presidente John Kennedy para assegurar que os candidatos fossem contratados e os empregados fossem tratados no trabalho sem levar em conta cor, credo ou origem nacional.
Grupos preferenciais e não-preferenciais
- Uma das relações dos integrantes dos grupos não-preferenciais tem sido a auto-classificação como membros dos grupos preferenciais.
- O número dos que se declararam índios americanos no censo durante a era da ação afirmativa cresceu a uma taxa que ultrapassou qualquer estimativa de crescimento biológico.
- Outra reação individual às políticas preferenciais tem sido o uso de alguém do grupo preferencial como "testa-de-ferro" para obtenção de tratamento preferencial nos negócios, tais como contratos com o governo ou outros benefícios desejados.
Relações Intergrupos
- Um ponto negativo da política de ação afirmativa é o ressentimento causado em quem se sente prejudicado.
Ação afirmativa na Índia
- A Índia é a maior sociedade multiétnica do mundo e também a mais socialmente fragmentada.
- O sistema de cotas eliminou qualquer boa vontade que as castas superiores tivessem pelas mais baixas.
Tratamentos preferenciais na prática
- Em educação superior, a maioria dos intocáveis e das tribos em atraso não conseguiu preencher as cotas a que tinham direito, mesmo quando o governo concedia bolsas de estudo.
- Nenhum dos estudantes preferencialmente admitidos em seis escolas conseguiu acompanhar os cursos, e a maioria não conseguiu notas suficientes para continuar nas instituições.
Grupos não-preferenciais
- Todo o sistema de cotas pesa fortemente sobre os indivíduos das castas mais elevadas que não possuem riqueza e que, portanto, dependem do acesso à educação para ascenção profissional.
Conclusão:
Custo do sistema de cotas:
- Perda de eficiência com a colocação de pessoas menos qualificadas em determinados cargos.
- Ingresso em Universidades para as quais os indivíduos não estão preparados.
- Crescente hostilidade intergrupos, com violência e mortes.
O conceito de raça
Como estou adorando a matéria de Antropologia a qual estudo na faculdade, posto aqui o conteúdo resumido de algumas das aulas.
Tentativa de ressucitar raças
O conceito de raça
- Durante muito tempo a existência de raças humanas era considerada coisa certa.
- Falava-se em negros, brancos e amarelos, falava-se em arianos e judeus, em eslavos e latinos.
- Traços físicos distintos como cor de pele, dos olhos e do cabelo, representariam níveis diferentes de inteligência, de aptidão e até de moralidade.
- Em biologia, raça define-se como um grupo de indivíduos distintos no interior de uma espécie.
- O isolamento favorece a formação de raças diferentes, a mobilidade e a troca genética têm o efeito oposto.
Tentativa de ressucitar raças
- Segundo Richard Hermstein, nos Estados Unidos a escala social reflete a inteligência das pessoas.
- O autor demonstra que os valores médios da inteligência são diferentes nos diferentes grupos raciais dos Estados Unidos.
- Como os negros-pobres fazem muitos filhos e os brancos-ricos fazem poucos, o país corre o risco de tornar-se menos inteligente.
- Pode-se dizer que as raças humanas foram inventadas, pois do ponto de vista genético e bioquímico, não se descobriu nenhum critério válido para juntar ou separar pessoas.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
As músicas que todo mundo odeia, mas sabe cantar!
1. Cinco Patinhos – Xuxa
Ok, é uma música infantil, mas e daí? Quem nunca ouviu (e entrou em desespero)? Com seus trechos melódicos e repetitivos, ela faz você chegar a um ponto que deseja o triste fim aos pobres filhotinhos da pata. Não é por nada não, mas a Xuxa conseguiu exaltar meu espírito assassino com requintes de crueldade. Xuxa, morra! Ou pelo menos os patinhos né…
2. A lua me traiu – Calypso
Put* que pariu! Sem palavras pra descrever o ódio aguçado que eu sinto só de ouvir essa música. Ainda mais saber cantar (sic) boa parte do seu refrão. Pra começar, já está errado em dizer que o ritmo não é forró. Pra mim é tudo farinha do mesmo saco! E tem mais… a letra não faz sentido. Embalado por trechos como “A lua me traiu (dã)” e “Acreditei que era pra valer” você se pergunta: Como alguém pensou em ter um relacionamento sério com um satélite natural do nosso planeta? Triste! É muita macaxeira nas ideias.
3. Dormi na praça – Bruno e Marrone
Meu deus! Agora sim, chegamos a um ponto importante! A violência doméstica. Ainda mais quando é retratada em trechos de pura cornitude magnânima, mostrando um cara sem atitude e sem… amigos! Porra, o cara foi posto pra fora de casa pela mulher? Ok! Não quer briga? Ok! E não tem amigos? Caramba ein. Aí é que eu digo, só porque é artista sertanejo você tem amigos, ai quando precisa de alguma ajuda, acaba por dormir numa praça suja, sombria, rodeada de jovens transando e implorando piedade pra um guarda.
4. Garçom – Reginaldo Rossi
E falando de cornitude mórbida, como esqucer dele? Além de tocar nossos corações (o meu não) com uma música melosa e triste, com versos bregas, nos mostra algo que foi citado aqui na musica acima… a falta de amigos! O cara foi desabafar com um garçom, num bar. Calma ai, além disso estar errado, ele tem um problema, o cara é alcoolatra, meu! Fica reclamando na mesa do bar, que o grande amor vai se casar, e ao invés de levantar a merda da bunda da mesa e ir fazer algo, ele fica se lamuriando aos goles de bebidas baratas (leia-se vinho sultão e coisas do tipo) e chorando. De boa? Dê a bunda pra um travesti na esquina, tire fotos e poste no orkut para todos poderem ver o quão merda você é.
5. Rebolation – Parangolé
Qualquer música que em seu conteudo, não tenha mais do que meia duzia de palavras, não deve ser levada à sério. Ainda mais quando é cantada por um aprendiz de Rodrigo Ferraz, numa banda com nome de origem duvidosa. Tudo bem, é hit, é modinha, mas… A piadinha da “Mão na cabeça! *gritando*, porque vai começaaaaaar… o rebolation, rebolation-tion” já ta estressando! Pelo amor né. Cada coisa hoje em dia que faz sucesso…
Fonte: ODescontrole
Ok, é uma música infantil, mas e daí? Quem nunca ouviu (e entrou em desespero)? Com seus trechos melódicos e repetitivos, ela faz você chegar a um ponto que deseja o triste fim aos pobres filhotinhos da pata. Não é por nada não, mas a Xuxa conseguiu exaltar meu espírito assassino com requintes de crueldade. Xuxa, morra! Ou pelo menos os patinhos né…
2. A lua me traiu – Calypso
Put* que pariu! Sem palavras pra descrever o ódio aguçado que eu sinto só de ouvir essa música. Ainda mais saber cantar (sic) boa parte do seu refrão. Pra começar, já está errado em dizer que o ritmo não é forró. Pra mim é tudo farinha do mesmo saco! E tem mais… a letra não faz sentido. Embalado por trechos como “A lua me traiu (dã)” e “Acreditei que era pra valer” você se pergunta: Como alguém pensou em ter um relacionamento sério com um satélite natural do nosso planeta? Triste! É muita macaxeira nas ideias.
3. Dormi na praça – Bruno e Marrone
Meu deus! Agora sim, chegamos a um ponto importante! A violência doméstica. Ainda mais quando é retratada em trechos de pura cornitude magnânima, mostrando um cara sem atitude e sem… amigos! Porra, o cara foi posto pra fora de casa pela mulher? Ok! Não quer briga? Ok! E não tem amigos? Caramba ein. Aí é que eu digo, só porque é artista sertanejo você tem amigos, ai quando precisa de alguma ajuda, acaba por dormir numa praça suja, sombria, rodeada de jovens transando e implorando piedade pra um guarda.
4. Garçom – Reginaldo Rossi
E falando de cornitude mórbida, como esqucer dele? Além de tocar nossos corações (o meu não) com uma música melosa e triste, com versos bregas, nos mostra algo que foi citado aqui na musica acima… a falta de amigos! O cara foi desabafar com um garçom, num bar. Calma ai, além disso estar errado, ele tem um problema, o cara é alcoolatra, meu! Fica reclamando na mesa do bar, que o grande amor vai se casar, e ao invés de levantar a merda da bunda da mesa e ir fazer algo, ele fica se lamuriando aos goles de bebidas baratas (leia-se vinho sultão e coisas do tipo) e chorando. De boa? Dê a bunda pra um travesti na esquina, tire fotos e poste no orkut para todos poderem ver o quão merda você é.
5. Rebolation – Parangolé
Qualquer música que em seu conteudo, não tenha mais do que meia duzia de palavras, não deve ser levada à sério. Ainda mais quando é cantada por um aprendiz de Rodrigo Ferraz, numa banda com nome de origem duvidosa. Tudo bem, é hit, é modinha, mas… A piadinha da “Mão na cabeça! *gritando*, porque vai começaaaaaar… o rebolation, rebolation-tion” já ta estressando! Pelo amor né. Cada coisa hoje em dia que faz sucesso…
Fonte: ODescontrole
terça-feira, 30 de março de 2010
Política de cotas: Polêmica

Bom, um dos motivos de ter escolhido o curso de "Relações Internacionais", foi por me identificar com a área de Humanas. Dentre nossas matérias, há a de Antropologia. Logo me identifiquei com a aula e hoje é a minha preferida. Pra quem não sabe Antropologia consiste no estudo do HOMEM.
Pois bem, um dos assuntos citados na aula foi o da política de cotas no Brasil.
Pois bem, um dos assuntos citados na aula foi o da política de cotas no Brasil.
- Justo ou injusto?
- Quem fica dentro e quem fica fora?
Vamos identificar essas questões, mas antes voltaremos um pouquinho na história.
O processo de colonização do Brasil foi baseado, como todos sabem, na vinda de portugueses para cá, onde já habitavam os índios. Houve então um processo de dizimação dos reais "descobridores" de nossa terra. Além da escravização de alguns deles, foram então importados da África, escravos negros, para trabalharem aqui no cultivo e exploração de recursos naturais.
O que muita gente esquece, é que os negros que para cá vieram já eram escravos na própria África. Ou seja: negros escravizaram negros. E também é fato que existiam por todo o mundo, escravos brancos, prisioneiros de guerra ou similar. Ou seja: brancos escravizando brancos. Então a escravidão não foi um conflito étnico. É claro que em sua maioria era o branco escravizando o negro, mas isso não era regra, de forma alguma. Assim como tinha o negro escravizando o branco também e por aí vai.
Outra coisa que podemos lembrar: os portugueses tinham forte influência mulçumana, tendo assim tendências poligâmicas. Pois bem, o que acontece quando um povo com essa tendência chega a um local onde também não há regras quanto o envolvimento sexual? E onde, diga-se de passagem, havia índias correndo nuas por todos os cantos? Bem, caros leitores, a resposta é um pouco óbvia, rs. Juntou a fome com a vontade de comer - tenho noção do trocadilho, rs. Muitos acham que a libertinagem era bem mais predominante nos povos "primitivos" que aqui habitavam, mas poucos sabem que os portugueses já carregavam consigo o, digamos, fogo nas calças de uma maneira ainda mais acentuada e maliciavam muito mais o sexo em si.
Portanto não houve qualquer preconceito da parte dos nossos ascendentes. Pelo contrário, a formação da identidade brasileira foi marcada pela MISCIGENAÇÃO. Os brancos, os negros, os índios, todos já com tendências fortes a poligamia, facilitaram desse modo a criação do nosso povo.
Como já foi provado pela ciência, não existem RAÇAS. Raça quem tem é cavalo, cachorro. Existe uma única raça: a raça HUMANA. Mas existe muita gente que não consegue aceitar essa ideia. E infelizmente o preconceito está bastante enraizado no Brasil de hoje em dia. E tudo isso por uma simples diferença no nível de melanina.
O preconceito e a ideia de raça são recentes na história do homem. Surgiram no século XIX, com a Era Moderna. Foi explicado na aula como surgiu mas não to lembrando, perdoem minha esclerose. Mas eu volto a isso depois.
Eu sei que, foi difundida a ideia de que os negros são seres inferiores. Por que? Simplesmente um grupo de brancos - claro - fez uma experiência para medir o QI das duas etnias. Aí obtiveram o resultado de que o negro tem um QI mais baixo. Mas por que isso aconteceu? Simples. Ele fez o teste com um negro de classe social inferior ao do branco. Logicamente o cara com mais dinheiro tem mais estudo. Logo, teria condições de ter um QI mais elevado.
Depois desse apanhado, podemos concluir que a divisão dos brasileiros em raças é muito errado! Logo, as cotas não deveriam existir. Foram criadas porque, devido a questões históricas, a maioria da população pobre e com menos conhecimento, é negra. Logo, essa parcela da população tem mais dificuldade de acessar as faculdades públicas que exigem que o aluno reúna uma grande quantidade de conhecimento. Foram criadas cotas, então, para facilitar a entrada dessas pessoas. Bem, aí começam a criar cota pra tudo, pra filho de não sei quem e por ai vai. O que acontece é que, com essa "regalia", muita gente vai tentar de estratagemas para entrar pelo jeito mais fácil também. E outra: como definir quem é negro no Brasil? Um país onde todos descendem da mistura do negro, do branco e do índio? É uma questão muito complicada...
E o branco pobre? Ta ferrado né, coitado?
E agora são criadas as cotas não só nas universidades, mas nos ambientes de trabalho, em programas de TV, etc.
E isso cria nas pessoas a tendência de querer participar também desses privilégios.
Um exemplo disso é que foi feito um recenceamento da quantidade de índios que tivessem 15 anos anos. Ai dez anos depois foram ver quantos indios existiam de 25 anos. O resultado foi que o numero era o dobro da pesquisa anterior, rs. Ou seja: os índios se reproduziram assexuadamente né? Brotaram da terra.
Todos vão querer se incluir nas cotas.
Não pode existir essa diferenciação por raça, mesmo muita gente nem sabendo que esse conceito não pode e não deve existir.
Mas quem vai abrir os olhos da população? O político que quer ganhar votos criando cotas?
É, não vai.
Gigliola Cinquetti
Lindo demais.
P.S. Assim eram os beijos de antigamente, haha.
Uma pena eu não ter pegado a época de "pegar na mão".
Às vezes acho que nasci no ano errado.
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